sexta-feira, 2 de março de 2012

"O Signo dos Quatro" Sherlock Holmes, Sir Arthur Conan Doyle, Recorte 6

          ....................................
Gostei da descrição
.......................................
         
          A srta. Morstan estava sentada perto da janela aberta, com um tecido diáfano, levíssimo, com um leve toque de vermelho no pescoço e na cintura.
          A luz suave de um abajur iluminava a moça recostada numa cadeira de palha, brincando no seo seu rosto grave e doce, e dando brilho metálico dos cachos de sua farta cabeleira.
          Um braço alvo pendia ao lado da cadeira, e a sua postura mostrava a melancolia que a envolvia, Mas ao ouvir os meus passos, levantou-se rapidamente, corando de surpresa e prazer.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

"Um Estudo em Vermelho" Sherlock Holmes, Sir Arthur Conan Doyle, Recorte 5

"Veja, eu considero que o cérebro de um homem é, originalmente, como um sótão vazio, sendo necessário armazenar nele os objetos que escolhemos. Um tolo entope seu sótão como todo o tipo de bobagem que encontra. Assim, o conhecimento que realmente pode lhe ser útil fica preso ou, na melhor das hipóteses, fica embolado com outras coisas, de modo que é difícil acessá-lo. Agora, o homem habilidoso tem muito cuidado com o que coloca em seu sótão cerebral. Ele não armazena a não ser as ferramentas úteis ao seu trabalho, que são em grande número e estão perfeitamente organizadas. É um erro pensar que esta pequena sala tem paredes elásticas e pode se estender indefinidamente. Assim, chega o momento em que, para de adicionar qualquer conhecimento novo, deve-se esquecer algo que já se saiba. É da maior importância, portanto, não ter fatos inúteis atravancando aqueles que são úteis."

Watson diz: "Mas o sistema solar!..."

Holmes interrompe: "Que importância ele tem pra mim? Você disse que viajamos em redor do Sol. Se fosse em volta da Lua, isso não faria a menor diferença para mim ou para o meu trabalho."


Pg27

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

"Uma amizade sincera", Clarice Lispector, Recorte 4

"[...]Só muito depois eu ia compreender que estar também é dar."

Felicidade clandestina, pag. 16

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

"Como Viver Eternamente", Sally Nicholls, Recorte 3



3. Deus é como um grande médico.
Faz as pessoas ficarem doentes só para depois fazê-las melhorar - do mesmo jeito que os médicos dão quimioterapia às pessoas para fazê-las melhorar. 
Não importa para Deus se você morrer, porque você acaba indo para o Céu, que é onde Ele vive, de qualquer maneira.


pág. 53

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

"Caprichos e relaxos", Paulo Leminski , Recorte 2

ali

ali
se

se alice
ali se visse
quanto alice viu
e não disse

se ali
ali se dissesse
quanta palavra
veio e não desce

ali
bem ali
dentro da alice
só alice
com alice
ali se parece

Pag. 22

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

"A Menina que Roubava Livros", Markus Zusak, Recorte 1


No porão ao escrever sobre sua vida, Liesel jurou que nunca mais tomaria champanhe, pois nunca teria um sabor tão gostoso quanto naquela tarde quente de julho.
O mesmo se deu com acordeões.
Muitas vezes ela teve vontade de perguntar ao pai se ele lhe ensinaria a tocar, mas, por isso e aquilo, alguma coisa sempre a impedia. Talvez uma intuição desconhecida lhe dissesse que ela jamais conseguiria tocá-lo como Hans Hubermann. Com certeza, nem mesmo os maiores acordeonistas do mundo seriam comparáveis. Jamais conseguiriam equiparar-se àconsentração displicente do rosto do papai. Ou, então, não haveria um cigarro trocado por um serviço de pintura pendendo dos lábios do músico. E eles nunca saberiam cometer um errinho com uma risada retrospectiva em três notas. Não do jeito que ele sabia.
Vez ou outra, naquele porão, Liesel acordava saboreando o som do acordeão nos ouvidos. Sentia a queimação doce do champanhe na língua.
De quando em quando, sentava-se encostada na parede, desejando que o dedo morno de tinta passasse só mais uma vez pelo lado de seu nariz, ou querendo ver a textura de lixa das mãos do pai (Hans Hubermann).
Se ao menos pudesse voltar a ser tão distraída, a sentir tanto amor sem saber, tomando-o por engano pelo riso e pelo pão com um levíssimo cheiro de geléia esplhado por cima.
Foi a melhor época de sua vida.
Pag 256